sábado, 23 de junho de 2012

Operário em construção

[...] Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
 

De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Narração do vídeo no Youtube: Taiguara

domingo, 10 de junho de 2012

Porque eles nos dividem..


Redomas: F. Ponzio


“O monopólio e a odiosa acumulação de capital em poucas mãos... trarão com sua monstruosidade as sementes da cura..... O que quer que leve os homens a se unirem.... embora isso possa gear alguns vícios, é favorável a difusão do conhecimento e, em última instância, promove a liberdade humana. Portanto, toda grande oficina e grande fábrica são uma espécie de sociedade política, que nenhuma lei do parlamento pode silenciar e nenhum magistrado pode dispersar”
Thelwell, Rights of nature, I, p. 21, 24.


Fonte: Thompson, Edward P., A formação da classe operária inglesa I: A árvore da liberdade. Tradução Denise Bottmann. - Rio de Janeiro: Paz e Terra: 1987. p. 204

Foto: Beirut - periodismohumano.com


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Morre o burro e fica o homem..

 Na mesma linha de:


Encontrei essa bela canção no cd Ogum Xangô lançado em 1975 por Gilberto Gil e Jorge Ben:

Morre o burro, fica o homem..

Se ela disser que não lhe quer mais,
Arranje outra, meu rapaz
Se ele disser que não volta mais
Arranje outra, meu rapaz
 
Pois neste mundo maravilhoso
vive mal
Quem não vive de amor
Olha as margaridas na janela
Você querendo também pode conquistar uma delas
É a tristeza que some
 
Morre o burro, fica o homem
Morre o burro, fica o homem

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Que não me levem a mal..

Nem me interpretem de maneira inprópria. Mas esses momentos despretensiosos, apaixonantes e supreendentes deveriam se repetir muitas vezes mais em nossas vidas.


Foto: Marcha das Vadias toma conta das ruas de Londrina (PR) - Terra


"Aquilo que os homens chamam de amor é coisa bem pequena, restrita e frágil, se comparada a essa inefável orgia, a essa santa prostituição da alma entregue por inteiro, poesia e caridade, ao imprevisto que surge, ao desconhecido que passa"


Charles Baudelaire
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