quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O meu amor..

Quando eu perdi a vergonha de amar..
Perdi também o constrangimento de viver..

O meu amor, aquele que sinto, só tem ponto de partida, não traça planos complexos, não conhece perfeição nem obsessão. É como o vento inconstante da maré que oscila sem pensar e, ainda que seus visitantes nunca mais olhem para trás ou parem para admirar sua invisibilidade, os refresca sem pedir nada em troca. Meu amor me alimenta mais do que aos outros, espalha sementes e nunca se equivoca. Meu amor é livre e espero que siga amando enquanto em mim houver algo a viver.

E já que o tema é esse, não custa repitir abaixo a seguinte provocação rabiscada nas salas de tortura do DOPS:
"É o amor, não a vida, o contrário da morte" *

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* Roberto Freire - Ame e dê vexâme. Ed. Guanabara Koogan S.A. - 1990. Pág. 199

3 comentários:

Lucas disse...

Faltou dizer que, assim como todos os outros, o meu amor é essencialmente ridículo. E sempre que se atreve a aparecer sem pedir permissão, assusta, faz rir e dá vexame. Mas há mal nenhum, já nasci pelado e logo cedo me acostumei aos pequenos vexames dessa vida que no final a todxs alegram.

fix me disse...

quem fala essa frase final também é o Roberto Freyre! :)

piui

Lucas disse...

ah é isso aí piuí, tinha colocado a referência do livro e a página em baixo mas esquecí do nome do autor, acrescentei agora, é dele mesmo a frase : )