segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tradução: Poison Girls - Persons Unknown

Tradução da letra desta canção da banda Poison Girls - Persons Unknown:



Essa é uma mensagem para pessoas desconhecidas
Pessoas na clandestinidade. Pessoas desconhecidas
Sobreviventes no silêncio
Já não é bom o suficiente
Mantendo sua boca fechada cabeça na areia
Terroristas e sabotadores
Todos e cada um de nós
Se escondendo na escuridão pessoas desconhecidas

Alto lá Sr. Médio
Você nã existe, nunca existiu
Se escondendo na escuridão pessoas desconhecidas
Hábituadas a se esconder
Logo será nossa morte
Morrendo em segredo de venenos desconhecidos
Essa é uma mensagem para pessoas desconhecidas
Estranhos e transeuntes
Pessoas desconhecidas
Fechando os olhos
Esperam passar despercebidos
Mantendo seus segredos pessoas desconhecidas

Esposas e prostitutas
Encanadores em ternos de caldeira
Vadios em bares de café
Quem pensa que está sozinho
Grandes homens na construção civil
Homens doentes em roupões
Pessoas em seus carros
Que nunca vão pra casa
Mulheres nas fábricas
Famílias monoparentais
Mulheres em purdah(turbantes)
Pessoas desconhecidas
Garotas selvagens e criminosas
Apodrecendo nas celas da prisão
Pacientes nos corredores
Pessoas desconhecidas
Estatísticas de balanço
Numerdadas e carimbadas
Cegas e invisíveis
Vocês perdidos em suas casas
Artistas de rua e vagabundos
Amantes em encruzilhadas
Acordam de manhã
Pessoas desconhecidas
Contadores em camisas de nylon
Feministas em camisas florais
Enfermeiras para quando dói
Pessoas desconhecidas
Astronautas e celibatários
Deejays e hipócritas
Mentirosos e lunáticos
Pessoas desconhecidas
Esperançosos com jogos de futebol
Professores em escolas vazias
Crianças não totalmente crescidas na heroína
Datilógrafos e assitentes
Homens negros que não se pode esquecer
A solidão duradoura
Pessoas desconhecidas
Idealistas de armário
Realistas carecas
Rastas e motoqueiros
A voz no telefone
Cafetões e economistas
Realezas e comunistas
Assassinos e pacifistas
Pessoas desconhecidas
Visionários de cabelo colorido
Meninos de couro que simplesmente não se importam
Meninas de lingerie com tempo de sobra
Pessoas desconhecidas
Juízes com prejuízo
Dissidentes e anarquistas
Policiais que negociam truques sujos
Pessoas desconhecidas
Grevistas e piqueteiros
Colecionadores de ingressos
Arquitetos radicais
A rainha em seu trono
Soldados nos seus uniformes
Marujos e estivadores
Mendigos e banqueiros
Falsáriso e homens da lei
Pessoas desconhecidas
Multidão hooligan
Fogem da escola novamente
Trabalhadores abaixam as ferramentas novamente
Unidos em casa
Fumantes com problemas cardíacos
Cuidadores de banheiros
O velho com suas memórias
Pessoas desconhecidas

Carne e sangue é o que nós somos
Carne e sangue é o que nós somos
Carne e sangue é o que nós somos

Nosso disfarce está queimado..

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tradução: Double Dare

Tradução da letra desta canção da banda Bauhaus - Double Dare:



Desafio
você a ser real

A tocar uma chama cintilante
As dores de prazer escuro
Não se esconder com medo da noite

Não se afastar somente
A partir de destinos definidos
Desafio você a se orgulhar
Ousar para gritar em voz alta
Por convicções que você sente
Como o som dos sinos a repicar
Desafio você para falar do seu desprezo
Para a burocracia, hipocracia - todos os mentirosos

Desafio
Desafio
Eu desafio, você, você

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tradução: Resistiré

Tradução desta bela canção da Duo Dinamico:

Resistirei


Quando perder todas as partidas,
Quando dormir com a solidão,
quando me fechem todas as saídas,
E a noite não me deixe em paz.
Quando sentir medo do silêncio,
Quando me custe manter-se em pé,
Quando se revelem as memórias,
E me coloquem contra a parede..

Resistirei erguido frente a tudo,
Me vestirei de ferro para endurecer a pele,
E ainda que os ventos da vida soprem forte,
Sou como um junco que se dobra mas sempre segue em pé..

Resistirei para seguir vivendo
Suportarei os golpes
E jamais me rendirei

E ainda que os sonhos se rompam em pedaços..

Resistirei..
Resistirei..

Quando o mundo perder toda a magia,
Quando meu inimigo seja eu,
Quando me apulanhe a nostalgia,
E não reconheça nem a minha voz.
Quando me ameaça a loucura,
Quando em minha moeda der coroa,
Quando o diabo passe a fatura,
Ou se alguma vez tu me faltares..

Resistirei me erguendo frente a tudo,
Me vestirei de ferro para endurecer a pele
E ainda que os ventos da vida soprem forte
Sou como o junco que se dobra mas sempre segue em pé..

Resistirei para seguir vivendo
Suportarei os golpes
E jamais me rendirei

E ainda que os sonhos se rompam em pedaços..

Resistirei..
Resistirei..

Ou na voz da Adriana Calcanhoto:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ecologia libertária

Quebrar
As velhas engrenagens*


"Para terminar, vou referir-me apenas ao que realmente interessa para mim no movimento ecológico que tanto cresceu nos anos 60 e se projetou hoje em nossa direção. Mas antes é preciso entender o que os ecologistas libertários entendem por ecologia: uma ciência que visa a proteção de todas as formas de vida no Universo, incluindo a do homem, mas não a partir do homem em si, e sim de como ele se organiza socialmente como parte do ecossistema a que pertence. Para os herdeiros de 68, ecologia não é apenas ambientalismo. Além disso, é muito mais que uma ciência biológica; para eles, a ecologia é também uma ciência política. Isso quer dizer que para salvar um ecossistema necessita-se de uma política ecológica, de uma sociologia ecológica, de uma ética ecológica, de uma organização comunitária ecológica, que cada um dos homens seja considerado tão útil e necessário à sobrevivência desse ecossistema como tudo o mais que estiver vivo, individual e coletivamente ali. Assim, como falar de ecologia num sistema social e político que explora, escraviza, mata e deixa morrer a maioria dos homens para a minoria acumular bens naturais de que não necessita biologicamente?"**

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* Um dos cartazes usados na França em maio de 1968.
** Fonte: Roberto Freire - Ame e dê vexâme. Ed. Guanabara Koogan S.A. - 1990. Pág. 68-69.

massive attack - Butterfly Caught

Vale a pena ver:

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Antes ele do que eu..

Belo samba composto por Paulinho Soares na voz de Beth Carvalho:

Morreu, o nosso amor morreu
Mas cá pra nós, antes ele do que eu
Morreu, o nosso amor morreu
Mas cá pra nós, antes ele do que eu



Nosso amor não resistiu
Ao ascédios da traição
Lá um dia ele ruiu
Mas deixou uma lição
Que as pessoas tem seus preços
Tabelados por seus atos
Para mim você foi judas
Pra você eu fui pilatos

Morreu, o nosso amor morreu
Mas cá pra nós, antes ele do que eu
Morreu, o nosso amor morreu
Mas cá pra nós, antes ele do que eu

Nosso amor enfraquencido
Já não suportou a dor
Ele andava mal nutrido de carinho e de calor
E foi definhando aos poucos
E ninguém mais aguentava
Era sol de meia-noite
Que nascia e não esquentava

Ele morreu

Morreu, o nosso amor morreu
Mas cá pra nós, antes ele do que eu
Morreu, o nosso amor morreu
Mas cá pra nós, antes ele do que eu

Nosso amor que foi tecido
Nos teares da ilusão
Desbotou ficou ruido
Já não tem mais solução
Não à pano pro remendo
Nem à linha pro arremate
Ainda mais que o destino
Nunca foi bom alfaiate

(5x)
Morreu, o nosso amor morreu
Mas cá pra nós, antes ele do que eu
Morreu, o nosso amor morreu
Mas cá pra nós, antes ele do que eu

sábado, 2 de julho de 2011

Cansei

Cansei de amar em vão
de escrever cartas sem destino
e esperar

Cansei de tomar a iniciativa
de ver muros sem janela
e comprimentar

Cansei até mesmo
de escrever este maldito poema
e desabafar

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heheh.. um addendum a esse post é essa divertida canção dos Mutantes:


Portugal de Navio