sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mais superfície

Passar alguns minutos sem franzir a fronte
Olhares no horizonte pra assistir os passos
Sim este mundo também pode girar sem pressa
Para ver os nossos dias nos olhos de neanderthais

Somando as diferenças, algumas semelhanças
Vejo tantas pessoas, ouço tantas vozes, são muitas memórias
As várias expressões compondo tantas histórias
Ah! Se eu pudesse ser um Deus pra conhecê-las, para entendê-las

Você vai ao teatro eu olho os atores na calçada
Assiste ao cinema eu abro os olhos e vejo as cenas
Frequenta festivais eu ouço melodias disformes

Eu amo as ruas dos centros das cidades nuas
As filas, os pontos de ônibus, os transportes coletivos
Esses conjuntos de imagens, sensações e ruídos

Com sol a pino, o carro passa, o vento fica
Gota a gota o suor na testa de um senhor
A cada uma um sentimento de louvor
Por esses artistas incondicionais

Várias núvens, tantos vícios, tantos clones
Sábios senhores e jovens poetas,
Muitas tempestades e chuvas refrescantes
Quem sabe um dia estarão unidas por um céu

Em meio a fusão das epicores
Apreensão, apertos de mão, sorrisos,
Pequenos furtos, de idéias, mensagens, simpatia

Eu amo as ruas dos centros das cidades cruas
Os parques, as praças, as bibliotecas públicas
Essas desordens que confundem meus sentidos

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Tirei o pó. Mais uma da série velharias .

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