quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os tempos mudam, e nós ?

Eu que ouvia os profetas
E discutia religião
Hoje escuto FM
E assito televisão

Muito tempo já passou
Muita água já rolou
Mas nós ainda estamos neste antigo regime
Um crime!!

Sociedade estamental
Já se foi será que é mal?
Com o globalitarismo
Esse abismo só aumenta
Atormenta!!

Consumir já virou lei
Nós criamos nossos reis
E eles criam a indústria de massa
Nefasta!!

A falsa democracia e a tvligião
Defendem e prometem que devemos escolher
E cumprem a promessa com só uma opção
Só uma?
Nenhuma!

Uma
Nem uma
Durma
Nenhuma
Apenas durma

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Esse é mais um dos textos que escreví há muito tempo, guardei por qualquer motivo estranho, e agora estou arquivando por aqui.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A resposta do Conselho Nacional de Justiça

Tentando explicar o que,
no meu ponto de vista,
não tem explicação.
Vejam e tirem suas conclusões:




De: nao-responda@cnj.jus.br
Assunto: Ouvidoria - CNJ
Data: Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010, 9:04

Registro Ouvidoria/CNJ: 18826
Ao Senhor

Lucas ...

A campanha em questão não tem qualquer conotação racista. A composição, com tons de cinza e roxo, tem única conotação de mostrar o lado sombrio que pode vir a existir da vida do regresso do sistema penitenciário, caso não consiga ser reinserido na sociedade com um emprego.



Obrigado pela participação.



Tarso Rocha
cnj
Conselho Nacional de Justiça
Ouvidoria
Anexo I - Supremo Tribunal Federal, Praça dos Três Poderes, S/N - Brasília (DF) - 70175-900


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Soneto ser, ou, À inocência

É difícil ser um ser pensante,
Pensante e incompreensível,
Além de auto-destrutível,
E eu quero que você cante
...
Não é fácil ser ser humano
Muitas vezes irreconhecível
Por outras tantas impassível
É difícil ser um ser mundano
...
Não é legal um dia ter que pensar
E nada ter para concluir
É muito chato poder amar
...
E não ter com quem dividir
Levar a vida para cultivar
Sem saber se no fim vai curtir
...
Tudo que precisamos fazer
É viver, viver com competência
Utilizando a inteligência
Para criar seu próprio lazer
...
E proliferar ambientes de paz
Se preocupando em gozar na infância
Pois o bom é ser, ter eterna clemência
Sorrir para sempre, que mal isso faz
...
Se não for possível vamos nos esforçar
Para certo vamos com toda bravura
E nunca desistir antes de terminar
...
Pois eu prefiro por mais a loucura
Do que respeito, medo em todo lugar
Tudo que eu quero é felicidade pura
...

Pura debilidade
Felicidade pura
Cura toda a maldade
Até mesmo amargura

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recuperando mais uma página amarelada..

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O problema com a bebida..



"Esse é o problema com a bebida, pensei, enquanto me servia um trago. Se ocorre algo mal, bebe para esquecer. Se há algo bom, bebe para celebrar e, no tédio, bebe para que algo aconteça"
Charles Bukowski


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mais superfície

Passar alguns minutos sem franzir a fronte
Olhares no horizonte pra assistir os passos
Sim este mundo também pode girar sem pressa
Para ver os nossos dias nos olhos de neanderthais

Somando as diferenças, algumas semelhanças
Vejo tantas pessoas, ouço tantas vozes, são muitas memórias
As várias expressões compondo tantas histórias
Ah! Se eu pudesse ser um Deus pra conhecê-las, para entendê-las

Você vai ao teatro eu olho os atores na calçada
Assiste ao cinema eu abro os olhos e vejo as cenas
Frequenta festivais eu ouço melodias disformes

Eu amo as ruas dos centros das cidades nuas
As filas, os pontos de ônibus, os transportes coletivos
Esses conjuntos de imagens, sensações e ruídos

Com sol a pino, o carro passa, o vento fica
Gota a gota o suor na testa de um senhor
A cada uma um sentimento de louvor
Por esses artistas incondicionais

Várias núvens, tantos vícios, tantos clones
Sábios senhores e jovens poetas,
Muitas tempestades e chuvas refrescantes
Quem sabe um dia estarão unidas por um céu

Em meio a fusão das epicores
Apreensão, apertos de mão, sorrisos,
Pequenos furtos, de idéias, mensagens, simpatia

Eu amo as ruas dos centros das cidades cruas
Os parques, as praças, as bibliotecas públicas
Essas desordens que confundem meus sentidos

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Tirei o pó. Mais uma da série velharias .

domingo, 5 de setembro de 2010

Alheio ao ... está Tu? EstoU.

Dizem que o livro, o paraíso, está lá em cima
Mas vou lançar mão de todas as armas
Para permanecer perenemente aqui
Na vida, na história, na memória
De uma grande mulher, de uma família
Um país, o mundo ou o meu cachorro
Seja o que for, eu não vou! ...

Não basta só fechar os olhos
Não resolve relaxar o corpo e fingir
Esperando o sono vir e te pegar
O sonho virá, e não irá se cumprir
Enquanto você não despertar

Agora acorde!
Aponte a face para a frente de batalha!
Tome fôlego, você não é mais forte
Mas tem a capacidade de brigar
Dessarte, realizar

Agora lute!
E não desista até estar com a mortalha!
Porque de qualquer forma esse dia virá
E se não batalhou se arrependerá
Vai partir só e sabendo que poderia ganhar

Agora vibre!
Não convém dizer o que você trouxe da luta
Se voltou com a alegria da vitória: já é um herói
Deve reconhecer os passos do inimigo
Para sentir orgulho de tê-lo vencido

Agora vibre!
Não convém dizer o que você trouxe da luta
Se sobrou a amargura da derrota: deve reconhecer
E será um herói
Um mártir da coragem, veterano do saber
Porque a cada tropeço, o importante é aprender

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Desenterro mais uma "velharia". Poesia em blog penso que é sempre algo para ninguém ler mas, ao menos, deixo arquivado aqui. Não lembro o ano mas eu devia ter entre 13 e 17 anos. é isso? sei lá rs... Na época, em Cascavel, uns amigos (Diogo no baixo, Ronaldo Guino na guitarra, "Miolo" no teclado e o outro Lucas na bateria) tinham uma banda de rock chamada Capitania, estilo anos 80 de influências como Engenheiros do Hawaii, Titãs, Legião, Paralâmas, Aborto elétrico e coisas do tipo. E daqui de Londrina eu lhes enviava algumas letras ou viagens do tipo, embora a maioria talvez agente acabava criando coletivamente. Chegaram até a musicar algumas e sempre foi muito divertida essa relação e a perspectiva de produzir sempre algo para dar vazão as nossas inquietações.