quinta-feira, 27 de maio de 2010

O ódio

É a história de uma sociedade que cai
e que repete durante a queda,
como para se reconfortar,
Até aqui, tudo bem.
Até aqui, tudo bem.
Até aqui, está tudo bem.
O importante não é a queda,
é a aterrissagem.



Esse filme me lembrou o trabalho do fotógrafo francês Denis Darzacq.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Vegetarianismo

Em 2009, a primeira matéria de Radiojornalismo que fiz:



Entrevistados:
Geisa Moterani
Alexandre Campos Carbonieri

Trilha Sonora:
[Filme] Fulga das Galinhas - Flip flop fly

domingo, 23 de maio de 2010

Eles não usam black tie


Todos os que nasceram, moram ou gostam do Brasil deveriam ver esse filme.

Muito forte! Me lembrou muito a infância, o ambiente familiar e humilde.. E isso que eu ainda nem sou tão velho assim.

É um precioso pedacinho de Brasil.

Filme histórico. Recomendo! : )

terça-feira, 18 de maio de 2010

A Montanha Mágica



Sou meu próprio líder: ando em círculos
Me equilibro entre dias e noites
Minha vida toda espera algo de mim
Meio-sorriso, meia-lua, toda tarde

Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal

Ficou logo o que tinha ido embora
Estou só um pouco cansado
Não sei se isto termina logo
Meu joelho dói
E não há nada a fazer agora

Para que servem os anjos?
A felicidade mora aqui comigo
Até segunda ordem
Um outro agora vive minha vida
Sei o que ele sonha, pensa e sente
Não é por incidência a minha indiferença
Sou uma cópia do que faço
O que temos é o que nos resta
E estamos querendo demais

Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal

Existe um descontrole, que corrompe e cresce
Pode até ser, mais estou pronto prá mais uma
O que é que desvirtua e ensina?
O que fizemos de nossas próprias vidas

O mecanismo da amizade,
A matemática dos amantes
Agora só artesanato:
O resto são escombros

Mas, é claro que não vamos lhe fazer mal
Nem é por isso que estamos aqui
Cada criança com seu próprio canivete
Cada líder com seu próprio 38

Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia

Chega, vou mudar a minha vida
Deixa o copo encher até a borda
Que eu quero um dia de sol
Num copo d'água

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Obs.: Essa música mudou minha vida.
Um salve ao Renato Russo e à Legião Urbana.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Caça fantasmas ou caça votos?

Diante da podridão da assembléia legislativa, rejeitar o eleitoralismo e as disputas das quadrilhas que dominam o Estado, levantar os tribunais populares para punir os crimes da burguesia

Há mais de dois meses a Rede Globo iniciou uma campanha denunciando os “Diários Secretos” da Assembléia Legislativa Paranaense. O esquema funcionava desde a década de 1980 e se valia de várias falcatruas, como crianças e mortos recebendo salários, funcionários fantasmas e milhões sendo roubados dos trabalhadores, que produzem todas as riquezas. Não é preciso um trabalho de jornalismo investigativo para chegar a estas denúncias, elas só vazam quando há disputas interburguesas, quando partidos que partilhavam juntos o saque aos cofres públicos tornam-se inimigos diante de alguma disputa e resolvem entregar os antigos comparsas. Mais adiante podem voltar a ser unha e carne: se xingam hoje e amanhã aparecem abraçados, pedindo votos.

Diante da corrupção há duas políticas:

A política burguesa se apóia em um dos grupos em disputa, usa as denúncias para favorecer eleitoralmente uma das partes. Mostra a corrupção como uma anomalia, um desvio; exige CPIs para que se retome o bom funcionamento do parlamento. Exorta a vigilância do judiciário sobre o legislativo ou deste sobre o executivo. Faz a maioria oprimida crer que é possível votar em bons candidatos, honestos, que farão do Estado o protetor de toda a sociedade.

A política proletária mostra que a corrupção é parte do Estado Burguês: o estado está podre e para alcançar postos nele é necessário participar da podridão. Presidentes, Governadores, Prefeitos, Senadores, Deputados, Vereadores, Juízes, policiais todos têm seus esquemas: propinas, caixa 2, lavagem de dinheiro, desvios, etc. As CPIs são um jogo de cena das quadrilhas que dominam o Estado, é inútil apostar que um bandido vai julgar o outro. Para julgar punir os crimes de classe da burguesia é preciso levantar os Tribunais populares, organizados pelas massas em luta.

E os caça-fantasmas?

Impulsionada pela Rede Globo, que por sua vez é impulsionada pelas disputas interburguesas, a UPE resolveu sair às ruas para “protestar” contra a corrupção. Tal bandeira, na boca de partidários do PT e PCdoB, é mero artificialismo. O horror contra a corrupção é seletivo, não se manifesta quando a roubalheira é protagonizada por seus partidos, seja no mensalão de Lula ou no mensalinho da Grande Londrina. Estes protestos são apenas um aquecimento para as eleições que se aproximam, “queimam” os partidos opositores e dão um atestado de idoneidade para os seus candidatos.

ANEL também quer caçar votos

Diante da ilusão de setores estudantis com as bandeiras de moralidade, a ANEL, em vez de denunciar o movimento caça-fantasmas, convoca os estudantes a fazerem parte deste. Falsificam a história exaltando até mesmo o “Fora Collor” como exemplo de movimento estudantil. Tal política se guia por cálculos eleitorais. A ANEL/PSTU adere ao que está dando visibilidade, quer dividir o saldo eleitoral com a UNE e UPE que estão dirigindo a campanha.

Os trabalhadores e a juventude não podem se deixar levar por esse jogo, é necessário responder com independência de classe, não se deixar manobrar, insistir na defesa de suas reivindicações mais sentidas: como trabalho e escola para todos e salário mínimo vital. Nenhuma ilusão no Estado burguês, corrompido até a medula.

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Obs: Esse texto foi publicado no boletim de abril "Corrente proletária na Educação", do POR. E publico pois achei muito bom.

sábado, 8 de maio de 2010

Caixa alta e baixa segundo M. L. Erbolato

Tirem as suas próprias conclusões sobre essa concepção de mundo:

"Uma pessoa caixa alta a é a que está no topo da sociedade, em excelente situação financeira. Quanto às chamadas caixa baixa seriam as não bafejadas pela sorte e sem nenhuma projeção ou notiredade"

Mário L. Erbolato.
Jornalismo Gráfico: Técnicas de Produção. Edições Loyola - São Paulo. 1981. Pág. 15

sexta-feira, 7 de maio de 2010

1ª Mostra de Teatro Popular de Londrina

Essa é uma matéria que fizemos para a disciplina de Radio jornalismo na Universidade Estadual de Londrina durante o encerramento da mostra:



Organização da mostra: FTO - Londrina
Trilha Sonora: Cia Teatro de Garagem - Peça: Helena dos Sonhos
Produção e edição: Lucas Godoy e Lucas Rodrigues

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Nacionalistas!

( Imagem publicada no jornal A Plebe no dia 01/05/1947 )


Os nacionalistas consideram que nosso problema é a falta de patriotismo. Como se defender um país perante os demais pudesse eliminar a opressão, a exploração e gerar melhorias para todos nós. Como se os exploradores fossem todos os inimigos estrangeiros e aqueles que não estão dispostos a defender a superioridade do seu país. Mas a própria idéia de superioridade já contém em si a perspectiva da hierarquia, de exclusão e opressão. A dominação de uns poucos, a ganância, aliada a esse tipo de pregação permite que países (como França, Inglaterra, Portugal, Espanha, agora EUA, e etc...) se sintam no direito de invadir territórios e povos considerados inferiores, ou menos civilizados, no direito de usar até armas químicas promovendo a mais covarde forma de guerra. Foi assim que assim exterminaram e condenaram a fome milhares e ainda trucidaram boa parte da biodiversidade do planeta colocando em risco a vida das gerações futuras. Podemos citar muitos exemplos: Vietnã, Marrocos, Palestina, Afeganistão, Haiti, as colonizações e o extermínio dos povos indígenas, as ditaduras civis-militares que tornaram a tortura, a censura e a repressão formas legais de impor aos pobres a vontade dos patrões e tiveram de forma irrestrita o apoio e financiamento das potências estrangeiras. Todas essas barbáries só aprofundaram o medo, a miséria e a segregação. É por esse tipo de concepção de mundo que homens entregam suas vidas aos exércitos, sendo sub-julgados por seus comandantes e coronéis, sendo preparados para matar e morrer por seus países, sem considerar que no país que tanto defendem também existem opressores, oprimidos e que entre os seus supostos inimigos podem estar pessoas simples e humildes, inclusive com gostos e idéias parecidas. Essa é portanto uma postura a-crítica porque considera todos os estrangeiros ou não nacionalistas como inimigos. Mas a verdade é que nos outros países também existem os exploradores e explorados. A verdade é que o nacionalismo é uma máscara usada para obscurecer a realidade e assim ajuda condenar à fome milhares. Se todos os países e povos se imbuírem desse sentimento seremos escravos da guerra e do ódio eterno entre os povos irmãos. Como se não bastasse a barbárie cotidiana imposta pelo modo de produção capitalista, estaríamos sujeitos ainda a mais esse barbarismo.

Nem pátria! Nem patrão!


Não nos confundamos:

A liberdade não é filha da ordem,
e nem pode ser gerada pela ordem.

É apenas liberdade ampla e irrestrita, de atuar, de se unir, se organizar, se revoltar, se solidarizar, de realizar trabalhos vivos e criativos que produzam uma sociedade melhor, e não apenas engordem os bolsos dos patrões, e até a liberdade ter mais momentos destinados ao lazer e ao ócio, que poderá gerar a ordem e o equilíbrio humano.