segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Entre o real e o aparente

"E eis que de súbito, sem em nada renegar suas convicções, se encontrava diante de uma situação ilógica, abusrda, não sabendo como proceder."
"Essa situação era nada mais nada menos que a vida real, e se achava ilógica e estúpida, era apenas porque nunca a conhecera senão através do aneparo deformador de suas obrigações profissionais. A impressão que experimentara naquele momento era de um homem que passa tranquilamente por uma ponte suspensa sôbre um precipício e se apercebe, de súbito, que a ponte está desmantelada e o abismo a seus pés. Esse abismo era para ele a vida real, a ponte, a existência artificial, a única coisa que até então conhecera do mundo. Pela primeira vez lhe vinha à mente a idéia de que sua própria mulher pudesse gostar de outro homem, e essa idéia aterrava-o."(Tolstói, p.140)

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Referência:

Tolstói, Leon. Ana Karenina. Editora Abril Cultural, 1ª Ed. Ago. 1971. Tradução de João Gaspar Simões. Da coleção "Os imortais da literatura universal"


3 comentários:

Inã disse...

Realmente, a falta de reflexão pode terminar em um banho de água fria.

O mundo não é aquilo que parece!

No mais, Tostoi é um clássico, quero aos poucos ler suas principais obras!

Abraços!

Inã disse...

Corrigindo o nome, Tolstói, se não fica parecendo nome de bolacha, rs

Abraços!!!

Lucas Godoy disse...

rs.. sim, to começando a ler agora e gostando muito. curioso, que primeiro tópico a falar sutilmente de amor livre já recebeu uma avaliação negativa rs... pena que as pessoas não justificam.