segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tank Girl Anti-Machista


Baseado nos quadrinhos de Jamie Hewlett e Alan Martin em que uma garota punk pilota um tanque de guerra, o filme "Tank Girl" é uma ótima diversão para quem se fartou do machismo. A história se passa em um futuro caótico, 2033, em que uma grande coorporação chamada WP, que logo nos lembra o termo White Power mas na verdade é a "Water Power", domina mais de 90% das reservas de água do mundo. Como se não bastasse, para dominar essa coorporação se militariza. Tank Girl vive livre com sua família roubando água para sobreviver e cultivando uma pequena horta secreta na garagem. A trama começa quando a WP ataca a casa da Tank Girl, mata sua família e sequestra sua filha.

Além da carater anti-machista de algumas cenas, o filme tem algumas características libertárias. No início Tank Girl afirma:
"Os meus amigos e eu não gostamos da WP"
"Sim, nós roubamos água, mas desde que eles"
"não descubram, quem é que liga?"

E isso fica mais implícito quando a Tank Girl e sua amiga Jet Girl se encontram com "Rippers". Os Rippers eram seres misteriosos e temídos, difamados como assassinos cruéis ( será coincidência com a má-fama dos anarquistas? ). Na verdade eram um grupo de homens-cachorros malucos que seguiam as idéias de "Jonny Prophet" que um dia sonhou que tod@s seriam livres sob a chuva que não caia a mais de 11 anos. Além disso, eles se organizavam de modo anti-hierárquico tomando todas as decisões em assembléias e votações coletivas.

Pode ser considerado infantil ou mal feito. Mas valeu ver. Eu gostei. Nunca lí os quadrinhos, mas o filme parece buscar alguma fidelidade já que alguns aparecem entre as cenas.

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