quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Desordem e regresso

Parabéns! Ao invés dos caras se preocuparem em melhorar a educação dos nossos filhos eles editam leis para obrigá-los a cantar o hino nacional!

Grande piada, só no brasil:

Alencar altera a lei 5.700 de 1971 que estabelece regras para uso dos símbolos nacionais

Queria escrever uma crítica concisa para publicar no blog mas o desgosto ainda não me permitiu.

E a religião?

Vale lembrar que o ensino religioso aqui no Paraná também é obrigatório! Pelo que lí aqui apesar da LDB de 1996, artigo 33, determinar que a oferta da disciplina é obrigatória, mas a matrícula dos alunos na disciplina é facultativa. A instrução 01/06, do Conselho Estadual de Educação, orienta que no Paraná a disciplina deve ser obrigatória para a 5ª e 6ª série. O pior é que muitas escolas optam por ofecerer uma educação "cristã", não é nem religiosa, para todas as séries.

abraços desgostosos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Primavera silenciosa



O silêncio a separação o caminho dos corvos as palavras estão mortas
Mil damas em fitas todas enfeitadas, debaixo
o sol debaixo a terra debaixo de uma bandeira horrível
E as trombetas. fazem-nas zurrar como mulas pontuais
num tempo de peste, num tempo de guerra
A paisagem envenenada contaminada pelo tubo da fábrica,
o terra doentia o céu doentio.
Olhos frios espiam da topo da pirâmide:
o bandido governo, informantes do governo.
Mas eu quero algo mais diferente não estas fábricas de prisões
Eu desejo que a terra seja verde novamente
Eu gostaria de ter uma arma em minha mão
Algum dia eu voltarei para o frio

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Gostei muito. Ao que tudo indica a música é uma homenagem ao livro "Silent Spring"(Primavera silienciosa) de Rachel Carlson publicado em 1962, ou se inspirou nele. Créditos a banda folk anarquista da cidade Santa Cruz na California: BlackBird Raum.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tank Girl Anti-Machista


Baseado nos quadrinhos de Jamie Hewlett e Alan Martin em que uma garota punk pilota um tanque de guerra, o filme "Tank Girl" é uma ótima diversão para quem se fartou do machismo. A história se passa em um futuro caótico, 2033, em que uma grande coorporação chamada WP, que logo nos lembra o termo White Power mas na verdade é a "Water Power", domina mais de 90% das reservas de água do mundo. Como se não bastasse, para dominar essa coorporação se militariza. Tank Girl vive livre com sua família roubando água para sobreviver e cultivando uma pequena horta secreta na garagem. A trama começa quando a WP ataca a casa da Tank Girl, mata sua família e sequestra sua filha.

Além da carater anti-machista de algumas cenas, o filme tem algumas características libertárias. No início Tank Girl afirma:
"Os meus amigos e eu não gostamos da WP"
"Sim, nós roubamos água, mas desde que eles"
"não descubram, quem é que liga?"

E isso fica mais implícito quando a Tank Girl e sua amiga Jet Girl se encontram com "Rippers". Os Rippers eram seres misteriosos e temídos, difamados como assassinos cruéis ( será coincidência com a má-fama dos anarquistas? ). Na verdade eram um grupo de homens-cachorros malucos que seguiam as idéias de "Jonny Prophet" que um dia sonhou que tod@s seriam livres sob a chuva que não caia a mais de 11 anos. Além disso, eles se organizavam de modo anti-hierárquico tomando todas as decisões em assembléias e votações coletivas.

Pode ser considerado infantil ou mal feito. Mas valeu ver. Eu gostei. Nunca lí os quadrinhos, mas o filme parece buscar alguma fidelidade já que alguns aparecem entre as cenas.

7 de setembro

Vamos comemorar! Hoje é 7 de setembro: