terça-feira, 30 de setembro de 2008

Calypso e Paralamas

"Os talentos já pertencem a indústria
muito antes de serem lançados por ela"


Depois de ter visto isso:



Herbert Vianna, Paralamas, Calypso, Joelma e Chimbinha..

Essa frase do Adorno não me sai da cabeça!

"Os talentos já pertencem a indústria
muito antes de serem lançados por ela"


Viva a indústria cultural!? Coca-cola!? oO

Poxa desculpem, chutei o nível hoje, pra baixo.. heheh..

É, essa reunião aí surpreendeu muita gente!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Como desmascarar um político



Ato 1:

Político entra no Orkut na comunidade da cidade em que é candidato e posta uma pesquisa eleitoral que indica que sua legenda é lider nas pesquisas.

Ato 2: Provocamos com o veneno que eles mesmo criaram:

Resolução 22.718
É por essas e outras que eu voto nulo. Os caras não conhecem nem a lei!
O jeito é denunciar..

Por favor, veja:

http://www.tse.gov.br/downloads/eleicoes2008/r22718.pdf

‘A propaganda eleitoral na Internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral.’


Ato 3: Político fica preocupado com sua situação e imagem e responde prontamente:

Companheiro..

Eu sei que peguei muito forte no que coloquei, mas, porém, não se trata de propaganda eleitoral, mas sim, de mera reprodução do que está publicado no site do jornal de Londrina (coloquei o link, confira). No final fiz considerações, mas nada vinculado a propaganda.

Vejo que é uma pessoa muito atenta e do ramo do Direito, por isso quanto a Resolução 22.718, que trata da propaganda eleitoral, peço para que verifique as jurisprudências do TRE e TSE que então Vossa Excelência, verá o que vem sendo decidido pelos Egrégios Tribunais.
Ou então, para ser mais fácil e prático, entre no site da Gazeta do Povo www.gazetadopovo.com.br ou Folha de São Paulo, digite no campo de procura = Orkut propaganda eleitoral, que V. Exa. terá também as informações.

abraços


Ato 4: Então damos a provocada final:

primeiro que não sou companheiro de político. rs..

segundo, tudo bem, juridicamente você pode estar certo, a justiça sempre dá suas brechas. Mas.. na prática sabemos o que você queria publicando essas informações aqui, não foi meramente informativo, uma vez que para obtermos informações temos disponíveis uma série de jornais, rádios, tv, e etc. Como você muito bem citou.


Ato Final: Caí a máscara, político admite:

Você é esperto, matou minha jogada. Só gostaria que entedesse meu lado, estamos cansados de apanhar e sofrer falsas acusações, quando vem uma notícia positiva, a vontade é de mostrar mesmo, mostrar que é com trabalho e projetos que ganha voto e não com acusações, panfletos, baixaria etc...

de qualquer forma, obrigado por contribuir com o debate.


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tsc. está lá para todos que quiserem ver na comunidade da cidade de Londrina. O cidadão admite que é corrupto e está dando um jeitinho para burlar a lei sem papas na língua. Se faz isso agora, imagina quando estiver eleito?


Eu ein! Eu voto é nulo!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Receita: Pão de "queijo" Vegan



Igredientes:

1 colher (s) de fermento em pó
4 xícaras de chá cheias de polvilho doce
1 xícara de chá cheia de polvilho azedo
3 batatas ou mandioquinhas médias (cerca de 400g) cozidas, descascadas e espremidas (tipo purê)
1/3 de xícara de chá de óleo bem quente (ponto de fritura)
1 xícara de água bem quente
Sal a gosto (cerca de 1 colher de sopa cheia)
Ervas finas como orégano, majerona e manjericão desidratados à gosto (opcional)

Modo de Preparo:
Misture, primeiramente, todos os ingredientes secos. Acrescente o purê, misturando. Agora o óleo. Por último, depois de tudo pronto, a água. Moldar em bolinhas e assar em forno pré-aquecido a 200 graus por 20 a 30 minutos.

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Muito boa receita!! Deu 100% certo na segunda vez q eu fiz, também coloquei um pouco curry e bem pouca pimenta calabresa. Delícia!!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Solidariedade


É comum imaginar que trabalhamos em fábricas. E isso está certo! Mas quando se tem esse tipo de idéia na cabeça imagina-se a fábrica tradicional, antiga, como é representada nos filmes realistas, com espaço físico fixo e produção de mercadorias imediatas. E de fato, muit@s operári@s, ainda trabalham nelas. No nosso caso, somos reflexo de um novo tempo, as fábricas de hoje estão perdendo a forma tradicional, na era digital trabalha-se pela internet, pelo telefone, alguns até em casa, o próprio homem assume papel de máquina? Massificado e mecanizado, passa ser uma extensão das máquinas?..

Enfim, é realmente difícil compreender porque nos consideramos operári@s em um contexto como esse, a própria palavra "operári@" assume um peso arcaico que tende ao desuso. Por esse motivo, pela péssimas condições de trabalho, talvez por rejeitarem de forma inconsciente esse mundo abstrato e também pela pressão da ideologia dominante, muitos de nós apenas se dizem trabalhadores, estudantes, funcionários ou profissionais. Alguns ainda nem se reconhecem como tal, assumindo não-intencionalmente um preconceito burguês, encaram a jornada de estudo/trabalho como mera obrigação temporária da qual esperam se libertar em breve para assumir uma profissão "superior", quem sabe até um cargo de chefia, se especializar, concluir uma universidade parece ser um requisito para isso, ou simplesmente passar em um concurso público. Dessa forma também não procuram criar laços de solidariedade e permanecem ainda mais vulneráveis as modernas brutalidades das metas, horas extra, essas "novas" formas de remuneração que, embebidas na lógica capitalista, em teoria prometem um ganho superior para os mais esforçados mas, na prática, são tão cruéis como o chicote do feitor.

Seja lá como for, em nosso caso, nos consideramos operários pela identificação com uma classe e com a história de um povo que sempre lutou por melhores condições de vida.

Reconhecemos e valorizamos as lutas do passado pois elas possibilitaram a conquista de vários direitos. E se tais vitórias não foram suficientes para dar fim a nossa opressão, ao menos ampliaram a margem de diálogo para que briguemos por isso. Reconhecemos no discurso dos velhos irmãos e irmãs nossos sonhos e idéias presentes. Entendendemos a realidade e sabemos que não estamos desconectados das caraterísticas e da velocidade atual, bem como ainda existem laços que nos ligam inevitavelmente a nossa história. Agora mais preocupados com a gestão da vida em um planeta em destruição seguimos em frente, solidários, sempre.

Enquanto alguns se esforçaram ao máximo para apagar da história a identidade operária, nós, estamos cientes dos laços que nos unem com trabalhadores de todo o mundo. E resgatar a nossa história é de fundamental importância, como lí em certo jornal anarcosindicalista português, em citação a um autor que não me lembro o nome: "a luta do oprimido contra o dominante, também é a luta da memória contra o esquecimento".

É difícil progredir no ponto que chegamos, o isolamento parece uma barreira inquebrável, mas basta sacudir a estrutura que a reação é rápida e violenta. Se o medo é tão forte, talvez a estrutura não seja. O importante é agir. Materializar a luta e a nossa presença. Perder o medo. Aprender a enfrentar. Solidarizar. Criar e transformar. Ocupar. Buscar prazer. É isso, a revolução.