sexta-feira, 12 de julho de 2013

Blog Vida Operária em novo endereço

Olá!

Esse blog estava cheio de poeira.

E foi fechado.


Obrigado a todxs que participaram desse espaço.

Os feeds ou ferramentas desse blogger não serão mais atualizadas. 

Quem quiser pode seguir o Vida Operária pelo twitter:

Ou acompanhar um blog novo pelo endereço:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sorvete vegan em Londrina

Confira algumas opções de sorvete sem lactose em Londrina:

A Sávio Sorvetes oferece 2 sabores:Abacaxi e Limão.
Já a Espucreme que fica na rua Pernambuco nº889 tem 6 opções veganas: Limão, uva, maracujá, tangerina, abacaxi e açaí.

Veja também a lista de restaurantes vegetarianos em Londrina.

sábado, 15 de dezembro de 2012

TCC - Coletivo Cancrocítrico - Fanzine Punk Londrina

Segue o link de acesso para o meu TCC sobre o fanzine punk Coletivo Cancrocítrico publicado em Londrina entre os anos de 1988 e 1993:

 Coletivo Cancrocítrico:
 O fanzine como mídia radical
 e de defesa da identidade punk em Londrina

Resumo:

O objetivo desta pesquisa é estudar o fanzine Coletivo Cancrocítrico, criado no início do movimento Punk em Londrina e publicado entre 1988 e 1993. Constamos que essa publicação possuiu as características de uma mídia radical descritas por Downing (2004). Além disso, foram usados como base os estudos de E.P. Thompson (1987) e Bilhão (2008) para compreender de que forma o fanzine procurou colaborar com a construção de uma identidade punk em Londrina. As 20 edições do Cancrocítrico estão carregadas de elementos simbólicos de contracultura e contestação à hegemonia e propõem, na prática, uma nova forma de se comunicar relacionada ao que ficou conhecido entre os punks como “Faça você mesmo”.

Palavras-chave: Fanzine. Punk. Mídia. Radical. Identidade.


CHICARELLI, Lucas de Godoy. Coletivo Cancrocítrico: O fanzine como mídia radical e de defesa da identidade punk em Londrina. 2012. 98f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo) - Universidade Estadual de Londrina, Londrina.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Bibliografia de Roberto Freire

Fonte da imagem: www.somaterapia.com.br

1961 - s/d - Sem Entrada e Sem Mais Nada. São Paulo: Editora Massao Ohno (teatro)

1965 - Cleo e Daniel. São Paulo: Brasiliense (romance)

1966 - Quarto de Empregada e Presépio na Vitrina. São Paulo: Brasiliense (teatro)

1968 – A cortada. São Paulo: Brasiliense (romance)

1968 - Viva Eu, Viva Tu, Viva o Rabo do Tatu. São Paulo: Símbolo (crônicas e artigos)

1978 – Travesti. São Paulo: Símbolo

1980 -  A mulher que devorou Roberto Carlos. São Paulo: Símbolo

1982 - Tchau Amor. Rio de Janeiro: Global Editora

1986  - Coiote. Rio de Janeiro: Guanabara (romance)

1986 - Utopia e Paixão: a Política do Cotidiano. Rio de Janeiro: Rocco (coautoria com Fausto Brito)

1987 - Sem Tesão Não Há Solução. Rio de Janeiro: Guanabara

1988 - Soma, a alma é o corpo, vol I

1990 - Ame e Dê Vexame. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan

1991 - Soma, a arma é o corpo - vol II

1991 - Histórias Curtas e Grossas - vol I

1991 - Histórias Curtas e Grossas - vol II

1992 - A Farsa Ecológica

1993 - 3/4: Quarto de Empregada, Quarto de Estudante, Quarto de Hotel. Rio de Janeiro: Guanabara (teatro)

1993 - Soma, corpo a corpo - vol III

1996 - Pedagogia Libertária

Os Cúmplices - vol I (?)

1996 - Os Cúmplices - vol II

1999 - O Tesão e o Sonho

1999 - Liv e Tatziu: uma História de Amor Incestuoso

2002 - Eu é um Outro. São Paulo: Maianga

2003 - O momento culminante

2003 - Ame e dê vexame

2006 - O Tesão pela vida: Soma uma terapia anarquista. São Paulo: Francis.


Infanto-juvenis:

1994 - Domadores, mágicos e ladrões

2003 - Moleques de Rua, as aventuras de João Paulo (2ª edição)

(?) - O Milagre da Santa Chorona
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Não encontrei na internet uma bibliografia completa do Roberto Freire. Apenas muitas biografias. Por esse motivo resolvi montar essa aqui no blog. Se tiver algo errado ou faltando títulos avisem. Também aceito de presente os livros dele que não estiverem em negrito na lista acima rs.. : )

domingo, 11 de novembro de 2012

U me dobrý (2008)

iria sempre querer mais
até matar você

Um trem deve ir devagar
para que as borboletas possam
entrar e sair pelas janelas

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Se o roteiro de nossas vidas deixar ao menos uma frase. Já terá valido a pena.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Mister Lonely (2007)


Não sei se você sabe como é
querer ser outra pessoa.
Não parecer como você se parece.
Odiar sua face e passar
completamente desapercebido.
Eu tenho sempre querido
ser outra pessoa.
Nunca me senti confortável
do jeito que sou.
Tudo que quero é ser melhor
do que eu mesmo,
me tornar menos ordinário e descobrir
algum propósito neste mundo.

É mais fácil procurar nos outros
coisas adimiráveis
e então tentar se tornar aquilo.

Possuir uma face diferente.
Dançar uma dança diferente
e... cantar uma canção diferente.

Está lá fora esperando por nós,
nos convidando a mudar.

É tempo de nos tornarmos
quem não somos,
trocarmos nossas faces e nos
tornarmos quem queremos ser.

Acho que o mundo é um
lugar melhor dessa maneira.


 Não existe lugar nenhum para ir.
É meu desejo abraçar isso...

...ser um solitário no
meio da multidão.


Sei que isso é uma ilusão, um sonho.
Deve haver um fim.
Nada tão bom dura tanto tempo.

Posso ver a esperança
na face de todo mundo.
Sei que todos eles estão
buscando alguma coisa.
..perseguindo um grande sonho.
Cada um deles quer o melhor
para si mesmo.

Todos estão procurando respostas.
O que não percebem é que já encontraram.
Encontraram-na um no outro.

E como sempre,
o mundo exterior está
esperando por nós.
Esperando pacientemente...
para nos levar para longe.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Uma doce canção


Dedicada carinhosamente as pessoas que eu amo:


* Ouví essa canção no filme 50/50 (2011) dirigido por Jonathan Levine.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

Sonho Vegan

Conhecí essa receita deliciosa de sonho vegan lá no blog coletivovegetariano.blogspot.com.br, fiz e ficou perfeito. Então segue a dica:


Ingredientes:
  • 60 g de fermento biológico fresco
  • 4 colheres de açúcar
  • 200 ml de leite de soja morno
  • 100g de creme vegetal
  • 100 ml de óleo
  • 1 pitadinha de sal
  • 650 g de farinha de trigo
  • 1 lata de doce de leite de soja
  • Açúcar confeiteiro para polvilhar
Modo de preparo:

Desmanche o fermento no açúcar. Junte o leite morno e misture bem. Em seguida, acrescente o creme vegetal, o óleo e o de sal. Após, adicione a farinha de trigo. Faça bolinhas e deixe descansar para crescer (30 min. +-) numa forma untada.

Frite cada bolinha em óleo não muito quente (170 graus): deixe fritar 2 minutos de um lado e mais dois minutos do outro lado.

Role as bolinhas no açúcar confeiteiro, corte entradas nelas e recheie com o doce de leite.

* Fonte da receita: ColetivoVegetariano.blogspot.com.br
* Receita extraída e adaptada de http://www.flickr.com/photos/camilarosa/4289599178/

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A beleza está nas ruas



“A revolução que está começando questionará não só a sociedade capitalista como também a sociedade industrial. A sociedade do consumo tem que morrer de morte violenta. A sociedade da alienação tem que desaparecer da história. Estamos inventando um mundo novo e original. A imaginação está tomando o poder”

(Mortimer, Edward, reportagem para The Times, Londres, 17 de maio de 68, cit. em Roszack, Theodore, A contracultura, p. 33)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Groupement culturel renault - cadences

Qual a distância entre o ritmo da fábrica e a escravidão?



Alguém poderia traduzir essa letra para nós pobres ignorantes no francês né?

sábado, 23 de junho de 2012

Operário em construção

[...] Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
 

De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Narração do vídeo no Youtube: Taiguara

domingo, 10 de junho de 2012

Porque eles nos dividem..


Redomas: F. Ponzio


“O monopólio e a odiosa acumulação de capital em poucas mãos... trarão com sua monstruosidade as sementes da cura..... O que quer que leve os homens a se unirem.... embora isso possa gear alguns vícios, é favorável a difusão do conhecimento e, em última instância, promove a liberdade humana. Portanto, toda grande oficina e grande fábrica são uma espécie de sociedade política, que nenhuma lei do parlamento pode silenciar e nenhum magistrado pode dispersar”
Thelwell, Rights of nature, I, p. 21, 24.


Fonte: Thompson, Edward P., A formação da classe operária inglesa I: A árvore da liberdade. Tradução Denise Bottmann. - Rio de Janeiro: Paz e Terra: 1987. p. 204

Foto: Beirut - periodismohumano.com


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Morre o burro e fica o homem..

 Na mesma linha de:


Encontrei essa bela canção no cd Ogum Xangô lançado em 1975 por Gilberto Gil e Jorge Ben:

Morre o burro, fica o homem..

Se ela disser que não lhe quer mais,
Arranje outra, meu rapaz
Se ele disser que não volta mais
Arranje outra, meu rapaz
 
Pois neste mundo maravilhoso
vive mal
Quem não vive de amor
Olha as margaridas na janela
Você querendo também pode conquistar uma delas
É a tristeza que some
 
Morre o burro, fica o homem
Morre o burro, fica o homem

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Que não me levem a mal..

Nem me interpretem de maneira inprópria. Mas esses momentos despretensiosos, apaixonantes e supreendentes deveriam se repetir muitas vezes mais em nossas vidas.


Foto: Marcha das Vadias toma conta das ruas de Londrina (PR) - Terra


"Aquilo que os homens chamam de amor é coisa bem pequena, restrita e frágil, se comparada a essa inefável orgia, a essa santa prostituição da alma entregue por inteiro, poesia e caridade, ao imprevisto que surge, ao desconhecido que passa"


Charles Baudelaire
 .
.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ernest Gotsch e a agrofloresta



"Todo o problema começou quando começamos a querer dominar a natureza ao invés de cooperar com ela."

"Cada espécie tem sua função, com seus mecanismos fisiológicos para cooperar, criar mais abundância, vida e complexidade ao seu redor. Nossa principal função biológica é de espalhar sementes."

"O universo inteiro é um instrumento de criação de recursos e tem como lei para promover isso a cooperação e o amor incondicional" 

Ernest Gotsch

Dito isso, recomendo muito o vídeo abaixo:

Nesse chão tudo dá

Gostei muito. Agradecimento especial ao pessoal do GALO ( Grupo de Agroecologia de Londrina ) e a Tamires que me encaminhou este vídeo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Encontrado o novo Jeca Tatu

Mazzaropi
Imagem: Wikipedia

94 anos após sua publicação personagem polêmica criada por Monteiro Lobato permeia o imaginário nacional

Lucas Godoy

Publicado em 1918, Urupês é um dos mais famosos contos de Lobato. Crítica ácida ao romantismo, constrói um protagonista oposto ao índio forte e heróico. Para o autor o genuíno brasileiro é Jeca Tatu.

Urupês - 1918

Jeca pode ser frágil mas a literatura o multiplicou. É um esteriótipo que nos diverte. Mas ao romper os limites da caricatura é possível imaginar um Jeca contemporâneo? No Brasil emergente da economia estável e da moeda forte. País em que o analfabetismo não passa dos 10% e dizem estar caindo. O Jeca teria se tornado apenas uma relíquia engraçada?

Jeca Tatu, por Belmonte
Imagem: lobato.globo.com

Em um primeiro olhar, Jeca é o caboclo fraco e preguiçoso que vive na extrema pobreza. É o analfabeto que não sabe muito bem de onde veio e para onde vai. “Impenetrável ao progresso”, ele apenas sobrevive com as condições que lhe são dadas pela natureza. Admira o malandro por sua ascensão social mas não move uma palha para criticá-lo ou imitá-lo. É o retrato do sossego, a terra fértil das crendices populares mais improváveis.

Alheio ao Estado, “Guerra, defesa nacional, ação administrativa, tudo quanto cheira a governo resume-se para o caboclo numa palavra apavorante – "reculutamento".” E de certa forma, em sua época, não poderia ser diferente. Eram tempos em que quem podia, mandava. Para se ter ideia até 1907 não existiam leis brasileiras que tratavam da questão social. E a primeira, Lei Adolfo Gordo, foi aprovada apenas para expulsar estrangeiros indesejados. Não havia também um canal de comunicação nacional, os poucos jornais restringiam-se aos letrados.

Jeca Tatu, por Kurt Wiese
Imagem: lobato.globo.com

Criado na enxada, na lama e na submissão Jeca entendeu logo o seu lugar. Seu status não era uma opção. Estava intimamente ligado a sua condição social. E para tentar compreender como fica isso nos dias de hoje, vamos seguir na análise da alfabetização.

O modelo agrário adotado no país criou um verdadeiro abismo entre grandes proprietários e os trabalhadores do campo. Na zona rural o índice de analfabetismo, em pessoas que tem entre 15 e 59 anos, chega aos 20% de acordo o censo de 2011. E o então ministro da educação Fernando Haddad diz, em entrevista a folha de São Paulo, que o problema não é a oferta, mas sim a demanda. Ou seja, a falta de interesse. Ao analisar alguns programas de alfabetização tidos como modelo é impossível não notar falhas. No Paraná Alfabetizado, por exemplo, os educadores se inscrevem como voluntários e por isso não tem direitos trabalhistas. São ainda responsáveis por conseguir os alunos e o local para as aulas. Se conseguem, dentro do prazo, ganham por oito meses uma bolsa mensal que em 2009 não chegava aos 300 reais. Se já é difícil entender como esse modelo funciona na cidade, imagina só no meio rural?

Esse é só um exemplo. É claro que agora existem os serviços de assistência e com certidão de nascimento somos cidadãos. Além disso, somos pentacampeões, temos o César Cielo, a copa e as olimpíadas. Vivemos enfim em um Estado democrático em que o sufrágio universal aboliu, em tese, o voto de cabresto do Jeca. Mas nem tudo está bem, é óbvio, em 2011 os 10% mais ricos ficaram com 44,5% do rendimento total. Vivemos portanto no seio das contradições. Se o Jeca só precisava de polvilho e sapé para viver, hoje temos outras necessidades. Queremos e sonhamos ter educação, saúde, moradia, trabalho e dignidade. Ou pelo ou menos queremos dinheiro para comprar. Ao contrário do Jeca estamos com a informação e com poderosas ferramentas nas mãos. E o que fazemos para mudar?

É preciso buscar resposta para essas perguntas pois, como sugere Brecht, o pior analfabeto é o analfabeto político que não sabe o custo do feijão e odeia política. O Jeca não existiu e não existe de modo isolado. Ele já não é um grupo que pode ser discriminado com o dedo. A mudança será palpável se for coletiva. Enquanto observarmos a festa de uns poucos, preocupados apenas com o almoço de amanhã, dificilmente superaremos nossa condição. A de termos todos nós nos tornado Jeca.


Mazzaropi, em Jeca Tatu

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Texto produzido como exercício prático na disciplina de Jornalismo Impresso (Edição do Jornal Laboratório) na Universidade Estadual de Londrina, UEL, sob a orientação do professor José Maschio.

sábado, 28 de abril de 2012

Moradores de Londrina investem em segurança privada

 
Placa instalada na calçada do Shangri-lá

Preocupados com a segurança, moradores de Londrina instalam câmeras, placas de alerta e mudam a iluminação pública com recursos próprios. Tentam dessa forma inibir a prostituição, o tráfico de drogas e os roubos.

Placas identificam as casas, novas e velhas tecnologias dividem espaço

Um dos primeiros projetos criados com essa finalidade foi o Vizinho solidário. Cada morador se compromete a ajudar no cuidado com a segurança dos outros. Além da instação de placas nas residências cada casa tem também um apito que pode ser usado em caso de emergência para alertar os demais. Essa iniciativa abrange hoje15 bairros em Londrina.

No Shangrilá, um dos bairros pioneiros, além de reuniões e coleta de assinaturas solicitando à prefeitura o fechamento das vielas, melhoria na iluminação pública e revitalização das praças os moradores também optaram por instalar câmeras de vigilância nas ruas.

Camêra de vigilância e pixação feita pelos moradores do Shangri-lá

Para os moradores do Shangri-lá essas medidas tem ajudado a reduzir a criminalidade no bairro. A dona de casa Dulcinéia Aparecida diz que os avisos e as câmeras assustam e ajudam a evitar os crimes. Ela já teve a casa invadida por dois homens armados e afirma que na rua em que mora praticamente todas as casas já foram roubadas. Há mais de 10 anos residente na zona oeste de Londrina, Helio Henrique Vieira acredita que o poder público não está interessado em segurança. Para ele, que já teve a casa roubada duas vezes, só a iniciativa dos moradores ajudou a reduzir os problemas. A presidente da associação de moradores Gabriela Fontoura concorda e acredita que embora a tecnologia ajude a prevenir ela sozinha não resolve. O mais importante é manter viva a boa relação com os vizinhos e a comunicação direta com policiais que devem ser comunicados por meio de boletins de ocorrência.

 Portal de entrada para o Bela Suiça, zona sul de Londrina

No bairro Bela Suíça o investimento particular em segurança é ainda mais impressionante. Ao visualizar a placas de entrada e o quebra-molas tem-se a impressão de entrar em um condomínio fechado. Para se ter ideia toda a iluminação foi trocada e os moradores ainda contam com seguranças particulares. Eles fazem a ronda com carros e motos e acompanham a movimentação de moradores e pessoas estranhas. De acordo com arquiteto responsável José Carlos Spagnuolo as mudanças foram autorizadas pela prefeitura municipal e custeadas pelos próprios moradores. Um morador, que não quis se identificar, diz que gastou mais de 800 reais com as mudanças. O advogado Cláudio César Henning disse que a segurança sai cara mas vale a pena pois hoje pode chegar em casa tranquilo sem correr o risco de ser abordado. As ruas são bem iluminadas e a empresa de segurança está sempre atenta, observando quem entra e quem sai.

Para o delegado-chefe da Polícia Civil em Londrina, Márcio Amaro, este é um grande exemplo de responsabilidade social. Ele afirma que a união dos moradores é extremamente positiva para ajudar a combater os crimes e identificar pessoas envolvidas em atos ilícitos.

 Livro reúne artigos que discutem a vigilância e visibilidade no espaço urbano

Como lembra o blog amigo A era do Panóptico, um contraponto para essa questão é colocada pelo sociólogo mexicano Nelson Arteaga Botello que estudou o projeto de instalação de câmeras no ano de 2007 em um bairro na cidade do méxico, o sistema de vigilância é planejado para “construir uma ‘fronteira segura’ para a população da zona residencial dos outros grupos sociais“.

Enquanto a população dessa zona vigiada recebia informações sobre “os benefícios de redução dos riscos de segurança pública e bem-estar“. Os moradores de regiões mais afastadas eram alertados sobre sobre questões disciplinares. Como o cuidado que deveriam ter não cometer atos considerados ilegais, pois “provavelmente estarão sendo observados por uma câmera de vídeo”.

Apesar da polêmica envolvendo a perda de privacidade e a criação de uma sociedade vigiada, os projetos de monitoramento e segurança privada tem feito sucesso entre os moradores de Londrina.

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Essa é uma matéria que fiz, com a colaboração da colega Hellen de Paula Pereira e do sr. e Plínio Vendito para a disciplina de Jornalismo Impresso (Edição do Jornal Laboratório), sob a orientação do professor José Maschio.

domingo, 22 de abril de 2012

God save the queen


Essa imagem que aparece nas primeiras páginas do livro O que é Punk do Antônio Bivar é ilustrada com uma trecho da letra God Save The Queen, escrita por Johnny Rotten para os Sex Pistols. Traduz um pouco do espírito punk de que a única saída é bater de frente com o sistema de cabeça erguida:

Quando não há futuro
Como poderia haver pecados
Nós somos as flores no distúrbio
Nós somos o veneno na sua máquina humana
Nós somos o futuro
O seu futuro